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Newsletter Cultura 012: Memórias

O site Publishnews divulgou no início do mês de julho uma entrevista com Ivana Jinkings, filha de Raimundo e Isa Jinkings, proprietários da nossa sempre Livraria Jinkings. Ivana, também é proprietária da Editora Boitempo. Uma entrevista encantadora que me motivou a revisitar a memória no meu blog, sobre a Livraria Jinkings. Deixei um comentário no twitter, sobre. Vai linkando😀😍


O resgate ao passado de Ivana Jinkings

PUBLISHNEWS, LEONARDO NETO, 09/07/2020

Fundadora da Boitempo, Ivana é a convidada desta semana do PublishNews Entrevista

No poema Boitempo, Carlos Drummond de Andrade faz um resgate da sua infância rural. Fazendo uma analogia, quando Ivana Jinkings decide fundar a sua editora, em 1995, e dá a ela o nome de Boitempo, ela também resgatava o seu passado. Nascida em Belém do Pará, filha de Raimundo Jinkings, Ivana “praticamente nasceu” em uma livraria. Três anos depois do seu nascimento de fato, seu pai, um líder comunista perseguido pela ditadura, perde o emprego e cria uma pequena livraria – inicialmente instalada na casa onde a família morava. Anos antes, o pai também tinha empreendido uma pequena editora e dado a ela o nome de Boitempo. Era um disfarce, dando um nome poético a uma editora que publicava livros perseguidos: publicou Mao Tsé-Tung, por exemplo.

Ivana, que nesta semana está no PublishNews Entrevista – programa que quer resgatar a memória editorial brasileira – reconhece que ao decidir pelo nome quis mais homenagear o pai do que o próprio poeta.

Há 25 anos, quando fundou a Boitempo, Ivana tinha em mente a publicação de livros raros, inéditos em português ou cujas edições brasileiras estavam esgotadas. Foi assim com os primeiros livros: Napoleão, de Stendhal, e Carta ao pintor moço, correspondência inédita de Mário de Andrade ao pintor Enrico Bianco.

Quando publica O mistério de fazer dinheiro, livro de sociologia do trabalho escrito pela irmã, Nise Jinkings, a Boitempo dá uma guinada na sua linha editorial. Depois de publicar o título, Ivana é procurada pelo sociólogo Ricardo Antunes, professor da Unicamp, que passa a coordenar a Mundo do Trabalho, a coleção mais antiga da editora.

Ivana decide publicar livros que estavam, de certa forma, ligadas à história de sua família. “Sem que eu tivesse planejado, a Boitempo foi se dirigindo mais para uma linha política”, disse na conversa com André Argolo. Em 1998, publica a edição comemorativa dos 150 anos do Manifesto comunista. “Marx estava fora do ambiente acadêmico e a Boitempo, àquela altura, estava fazendo uma inserção maior no público acadêmico e universitário. E eu me lembro bem de professores me questionando: ‘mas você vai publicar Marx? Ninguém mais está lendo Marx’. E essa nossa edição foi muito bem e, a partir dela, veio a ideia de fazer uma coleção, que hoje é a principal coleção da Boitempo, inclusive comercialmente”, disse. Com esse movimento, a editora criou uma demanda por estas leituras.

Além de estar disponível no canal do PublishNews no YouTube, este episódio está disponível em áudio também pelas plataformas digitais: Spotify, iTunes, Google Podcasts e Overcast.

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Meu comentário:

Conheci o Jinkings, pai da Ivana. Grande debatedor no Sindicato dos Jornalistas. Eu frequentava a Livraria Jinkings. Adorava conversar com Isa e Carol. No meu blog tenho uma inédita da Isa Jinkings: https://sitemorenocris.blogspot.com Na Livraria Jinkings realizei o primeiro debate sobre Blog's. O debatedor era o Juvêncio de Arruda, dono do Blog Quinta Emenda, super polêmico: https://sitemorenocris.blogspot.com/2015/06/bate-papo-com-amigo-juca.html  No meu Blog de Imagens, tenho várias fotografias de como era a Livraria Jinkings: https://morenocrisimagens.blogspot.com/2013/03/livraria-jinkings-junho2007.html


Saudade de tudo e de todos.


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