de ti desconheço até o nome morro de medo de mergulhar na fundura dos teus olhos tristes aquosos mangues de longitudinais morreres algas caranguejos onda lambem as bordas de teu retrato oval circunscrito pela desmedida razão humana masculina racional desenganada ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀pela medicina ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀ banco ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀ público [a finitude enganavas com banhos de mar] agora o corpo curvo fecha as persianas da janela teme o vento forte abrindo a porta não pode deixar o pulmão ser atingido ludibrias a vida de certa maneira com tua agulha nos olhos a rasgar fazendo vértices e sangues, gotículas mas fazendo e sabes mais, a melancolia infinda em teu retrato desmantela qualquer explicação e verdade na aproximação entre aquela e a felicidade. Olga Savary & Olga Savary (Belém, Pará, 1933 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2020). Poeta, contista, romancista, tradutora e jornalista. Publica seu primeiro livro de poesia, Espelho Provisório , em 1970. No ano seguinte recebe o Prêmio Jabuti de...
Na casa de imagens - TV Cultura; Sons - Rádio Cultura FM; Mundo Digital - Portal (complexo midiático), abrigamos a casa das palavras, uma Biblioteca com livros que apresentam ideias diferenciadas em gêneros e catalogadas por números e símbolos. Dispomos de palavras organizadas em pequenas peças de arte. Temos palavras, principalmente sobre jornalismo e arte.