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Newsletter Cultura 003 - Livros




(imagem: Cris Moreno)
Aprendi a conhecer e juntar as letras com o Ivo vê a uva. Ler, ainda estou vivendo esse aprendizado, porque ler não é simplesmente juntar letras e formar frases. É muito mais. Com a filósofa francesa e feminista Elisabeth Badinter, por exemplo, percebi que, às vezes, por trás de uma palavra, esconde-se um século ou outro sentido: Libido sciendiLibido dominandi - Corpus Aristotélico ... palavras que chamam Freud, Yung, Santo Agostinho, Lacan... E isso tudo só é a primeira página da Introdução (que demorei uma semana para passar para segunda página) do primeiro livro de sua trilogia (I) As paixões intelectuais: Desejo de glória. 1735-1751 / (II) As paixões intelectuais: Exigência de dignidade. 1751-1762 / (III) As paixões intelectuais: Vontade de poder. 1762-1778. E a História, claro, falando de si mesma.

(imagem: Cris Moreno)
Com a antropóloga francesa Michèle Petit, descobri que ler não é apenas obter informação e conhecimento. É a construção de sentidos, colar a leitura nas crises: ‘[...] a leitura e a literatura não são enfocadas como ‘ferramentas pedagógicas’, mas antes como uma reserva de liberdade necessária, um espaço de devaneio fundamental para a recomposição do tecido simbólico esgarçado por catástrofes, sejam elas externas ou internas [..] 

(imagem: wikipédia)
E falando em sentidos... das palavras, costumo sempre citar a filósofa Hannah Arendt, que morou em Paris, e, como alemã, escreveu para jornais americanos. Atravessou todos os sentidos, inundando o jornalismo de filosofia. Por cá, ler é saber interpretar as palavras no seu habitat.




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